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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Estresse no trabalho pode aumentar colesterol "ruim", diz estudo

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18/5/2013 às 01h00

Estresse no trabalho prejudica à saúde Thinkstock
Um trabalho estressante pode alterar a forma como o corpo lida com gordura e, consequentemente, desenvolver doenças cardíacas e aumentar o colesterol ruim.
De acordo com uma pesquisa espanhola, publicada nesta sexta-feira (17) no Daily Mail, o estresse pode desencadear dislipidemia, uma doença que altera os níveis de gorduras e lipoproteínas no sangue. O estudo foi realizado com 90 mil trabalhadores submetidos a check-ups médicos e foi publicado na Scandinavian Journal of Public Health.
20% da população tem colesterol ruim acima do normal
Segundo Carlos Catalina, psicólogo clínico e especialista em estresse relacionado ao trabalho, os pacientes que afirmaram ter dificuldades em lidar com o seu trabalho durante os 12 meses tiveram risco aumentado de sofrer dislipidemia.
— Um dos mecanismos que poderiam explicar a relação entre o estresse e o risco cardiovascular poderiam ser as mudanças no nosso perfil lipídico, o que significa maiores taxas de acúmulo de placa, levando ao endurecimento das artérias.
Colesterol alto aumenta risco de alzheimer
Ainda para a pesquisa, o estresse interfere na capacidade do corpo para se libertar do excesso de colesterol, além de poder desencadear uma série de processos inflamatórios, que também aumentam a produção de colesterol.
Além disso, o estresse pode estimular o organismo a produzir mais energia na forma de ácidos graxos e de glicose.
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Maioria das pneumonias não é consequência da gripe, alerta especialista

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20/5/2013 às 01h00 (Atualizado em 20/5/2013 às 08h15)

Nem sempre pneumonia é consequência da gripe, diz médica Thinkstock
O clima frio e seco associado à aglomeração de pessoas em transportes públicos e shoppings contribui para o surgimento ou agravamento das doenças respiratórias, entre elas a pneumonia, principalmente entre crianças e idosos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as doenças pneumocócicas matam 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo, ou seja, três vezes mais do que a gripe.
Apesar de muitas pessoas acreditarem que pneumonia é resultado de uma gripe mal curada, a infectologista Rosana Richtmann, presidente da SBI (Sociedade Paulista de Infectologia), explica que nem sempre isso é uma realidade.
— A maioria das pneumonias não é consequência da gripe. Pelo contrário, ela é causada por uma bactéria conhecida como pneumococo e a gripe por vírus, sendo o influenza o mais relevante. No entanto, ambas podem ser contraídas por meio de contato interpessoal.
Casos de gripe, rinite e pneumonia aumentam com tempo seco e frio, alerta especialista
Embora os sintomas das duas doenças sejam muito parecidos, a médica avisa que febre, tosse, catarro e mal-estar aparecem rapidamente de uma só vez num quadro de gripe, “enquanto os sinais da pneumonia surgem aos poucos”.
—Todos os sintomas da gripe aparecem nos quadros de pneumonia, além de falta de ar, pressão baixa e desmaios.
Crianças menores de dois anos, adultos acima dos 65 anos, pacientes com doenças crônicas, fumantes, alcóolatras e pessoas desnutridas, segundo a especialista, estão mais suscetíveis a contrair as doenças respiratórias; por isso, devem investir em prevenção.
— Não há nada melhor para prevenir do que a vacina contra o pneumococo. Lembrando que a imunização contra a gripe também é importante, mas não age diretamente contra a pneumonia.
A pneumonia está entre as três principais causas de morte no mundo, perdendo para as doenças cardíacas e cerebrovasculares.
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Vagas de emprego em Alagoinhas - Bahia. Anima recursos Humanos

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2222 - Assistente Administrativo...(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2260 - Recepção (1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2232 - Atendente Comercial(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2258 - Atendente Comercial(2 vagas)R$ 339.00Alagoinhas-BA  
2265 - Atendente Comercial(1 vagas)R$ 300.00Alagoinhas-BA  
2283 - Atendente Comercial(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2297 - Atendente Comercial(1 vagas)R$ 339.00Alagoinhas-BA  
2216 - Ajudante Geral Em Elétrica(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2243 - Almoxarife(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2017 - Assistente Administrativo(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2256 - Assistente Administrativo(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2194 - Assistente De Orçamento(3 vagas)R$ 1000,00 até 1500,00Alagoinhas-BA  
2270 - Assistente Financeiro(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2236 - Estágio De Engenharia De...(2 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2255 - Estágio Nível Médio(1 vagas)R$ 339.00Alagoinhas-BA  
2276 - Estágio Nível Médio(2 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2257 - Estágio Nível Médio - Administrativo(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2288 - Estágio Nível Médio- Atendimento(1 vagas)R$ 339.00Alagoinhas-BA  
2291 - Estágio Nível Médio- Recepção(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2279 - Estágio Nível Superior(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2213 - Estágio-Seduc(10 vagas)R$ 350.00Alagoinhas-BA  
2225 - Instrutor De Informática(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2245 - Recepção(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2133 - Atendente Comercial(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA  
2275 - Assistente Comercial(1 vagas)R$ 500,00 até 1000,000Alagoinhas-BA  
2171 - Corretora(1 vagas)A combinarAlagoinhas-BA   
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Sexualidade na Educação

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ENTENDA MELHOR A MENSTRUAÇÃO E AJUDE SUAS ALUNAS!

| Sem categoria

Se você é professora do Ensino Fundamental, provavelmente já notou o desconforto de suas alunas ao chegar no período menstrual.
A menstruação é o principal acontecimento da puberdade, e a menarca – primeira menstruação – é esperada com muita ansiedade pelas meninas.
Ela pode ocorrer dos 8 aos 15 anos. Em mulheres brasileiras, no entanto, ocorre mais comumente entre os 11 e os 13. Seu início está bastante relacionado com a hereditariedade. Portanto, se sua aluna quiser saber quando vai menstruar, uma boa referência para a sua menarca é a idade em que as mulheres de sua família (mãe, tias, avós) ficaram menstruadas pela primeira vez.
Mas diga às meninas que elas não precisam se preocupar. Na primeira vez, a menstruação vem em um fluxo muito leve. Se elas carregarem consigo um protetor diário ou absorvente conseguirão tirar isso de letra!
De onde vem o sangue?
Como diz Rita Lee, em sua música “Cor de Rosa Choque”, a mulher é um bicho esquisito que todo mês sangra. Mas este sangramento, a menstruação, tem uma razão especial.
Ao começar a agir no corpo das garotas, os hormônios femininos estrogênio e progesterona provocam o amadurecimento do óvulo no ovário e a sua eliminação para as trompas – a chamada ovulação. Simultaneamente, eles também preparam o útero para receber o ovo (óvulo fecundado) aumentando o endométrio, revestimento interno do útero.
O endométrio é um tecido ricamente vascularizado e forma uma espécie de “ninho” para receber o ovo. Quando não há gravidez, este “ninho” perde sua função e é eliminado, provocando o sangramento conhecido como menstruação.
O sangramento menstrual ocorre durante um período de 3 a 7 dias, com volume aproximado de 80 a 100 ml de fluxo de sangue. Uma vez iniciada a menstruação, ela se repetirá todos os meses num intervalo de 22 a 35 dias até que a mulher atinja a menopausa.
No entanto, nos dois primeiros anos é comum ocorrerem atrasos ou adiantamentos na menstruação, podendo, inclusive, deixar de acontecer por um ou dois meses. Este descontrole é próprio do início do processo de amadurecimento sexual e você pode tranquilizar sua aluna. Ela só precisa de um tempo para que os hormônios se ajustem.
Cólicas
A menstruação pode vir acompanhada de cólicas. Quando isto acontece com frequência, oriente sua aluna a fazer uma consulta com o ginecologista. Outras condutas simples que funcionam também são o uso de compressas de água morna sobre o baixo ventre e exercícios físicos diários, principalmente aqueles que fortalecem a musculatura abdominal.
Quando as cólicas são de uma intensidade leve e suportável, não justifica a saída da garota da aula, e muito menos sua ausência nas aulas de educação física. O exercício físico faz a menina produzir endorfina, aliviando o desconforto da dor. No entanto, se a intensidade da dor é alta, a garota pode precisar ser medicada e liberada para repousar em casa.
Higiene íntima
Durante a menstruação, a garota deve usar absorventes íntimos, que devem ser trocados de acordo com a necessidade sem que ultrapasse mais do que 8 horas entre as trocas. Sempre que possível, os genitais devem ser lavados com água e sabonete, para evitar o mau cheiro característico da menstruação, assim como irritação da região genital.
O que muda no corpo da garota?
Depois que a garota começa a menstruar, o crescimento do corpo é desacelerado, e ela vai crescer no máximo de 7 a 10 cm. Isto pode ser um alívio para as altas ou uma decepção para as baixinhas.
As mudanças hormonais responsáveis pelo ciclo menstrual podem provocar ou intensificar o aparecimento de espinhas no rosto, bem como produzir desconfortos devido ao inchaço corporal causado pela retenção de líquidos (o que pode aumentar o peso da garota em até 1,5kg). Os seios tendem a ficar mais doloridos e maiores que o natural. Além disto, um pouco antes e durante a menstruação, é normal a mulher se sentir mais sensível.
Como ajudar as meninas passarem por este período com mais tranquilidade?
Tente conversar com elas mostrando que a menstruação é um sinal de saúde e que, diferentemente do que as crendices sobre ela mostram, não se deve evitar nenhum cuidado de higiene, como lavar o cabelo, por exemplo, e muito menos parar atividades cotidianas. Elas devem, sim, estar conscientes de quando ocorre seu ciclo menstrual e carregar consigo absorventes íntimos para evitar constrangimentos. Se for nadar , ou ir à praia, o ideal é aconselhar o uso de absorvente interno.
O educador sexual deve ter uma conversa educativa que leve as alunas a adquirir intimidade com o tema e conviver sem dúvidas sobre sua necessidade, função e cuidados que devem ser tomados para melhorar a sua qualidade de vida durante este período.


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Como falar de puberdade na sala de aula?

| Sexualidade
Ilustração que retrata uma das etapas de dinâmica utilizada para trabalhar as mudanças da puberdade em sala de aula
Nos meus 20 anos como educadora sexual, observei que as principais dúvidas dos adolescentes sobre seus corpos são ligadas às mudanças por que eles passam durante a puberdade. A expectativa em relação a acontecimentos marcantes desta fase – como o início da menstruação e a primeira ejaculação – somada à incerteza sobre se tudo está ocorrendo na forma e prazo corretos, tira a concentração de muitos alunos nos estudos. Mas isso pode ser amenizado com uma conversa educativa sobre o tema em sala de aula.
A conversa educativa é aquela que promove uma interação entre os alunos e ao mesmo tempo estimula a troca de informações entre eles e o educador para responder suas dúvidas, temores e curiosidades. Para que está iniciativa tenha êxito, o professor deve ter uma abordagem baseada numa metodologia participativa, na qual os alunos são estimulados a pensar e interagir com os colegas no debate sobre o assunto, além de ajudar os mais tímidos a colocar suas dúvidas e questões sem se exporem.
Dentre as atividades possíveis para trabalhar o assunto, sugiro uma dinâmica, talvez já conhecida por muitos de vocês, que foi adaptada por mim, em conjunto com a equipe do Instituto Kaplan, e resultou na criação do “Jogo de Corpo” (para conhecer o jogo acesse aqui). É um jogo simples, que pode ser feito com poucos recursos, para que a turma fale diretamente sobre suas angústias e dúvidas. Para ver o plano de aula completo, com o passo a passo da dinâmica, clique aqui.

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As mudanças da puberdade

| Sexualidade

Diferente do que muitos professores imaginam, puberdade e adolescência não são sinônimos. Adolescência é um momento de mudança psíquica e social. Já puberdade são as alterações físicas que transformam o corpo infantil num corpo adulto e que levam meninos e meninas a se interessarem por sexo.
Seu início não tem dia nem hora marcada. A puberdade pode começar tanto aos 8 como aos 15 anos. Cada pessoa tem seu tempo e desenvolve as diversas partes do organismo de forma individual e progressiva. Por isso, é normal dois adolescentes da mesma idade se encontrarem em estágios diferentes da puberdade. Uma menina pode já ter iniciado o crescimento dos seios, enquanto outra, com a mesma idade, ainda pode estar na fase de perceber apenas uma pedrinha dolorida. Isso é absolutamente normal.
As mudanças características deste período são ativadas pela hipófise, glândula localizada no cérebro, responsável pela produção dos hormônios sexuais que colocam em atividade os ovários e os testículos, provocando uma série de mudanças físicas em meninos e meninas. Na mulher, os principais hormônios são o estrógeno e a progesterona, e no homem, a testosterona. O processo de mudanças corporais ocorre gradualmente, passando por três estágios biológicos bem marcados:
- Pré-puberal: momento em que surgem as primeiras modificações corporais: o aumento do tamanho dos seios, nas meninas, e do pênis e testículos, nos meninos, seguido pelos primeiros sinais de aparecimento dos pelos nas axilas e genitais, assim como alterações na altura e no tom de voz.
-Puberal: Quando os hormônios sexuais atingem um nível específico, acontece o marco desta fase: a primeira menstruação das garotas, conhecida como menarca, e, para os garotos, a semenarca, a aguardada primeira ejaculação. A partir deste momento a capacidade reprodutiva entra em ação. As meninas amadurecem seus óvulos e os meninos produzem espermatozoides.
-Pós-puberal: órgãos sexuais já estão plenamente desenvolvidos e têm o mesmo funcionamento que em um adulto. Este também é o momento de definição dos caracteres sexuais secundários. É quando o corpo do menino toma forma de homem e a na menina desabrocha a mulher. Neste período repleto de transformações, os adolescentes costumam se dar conta também do principal atributo sexual, que é a capacidade orgásmica, isto é, a percepção das sensações eróticas e do prazer proporcionado pelo sexo. Esta descoberta, associada aos estímulos hormonais – que estão a pleno vapor – acentuam o impulso sexual e favorecem o interesse pelo sexo. Tanto no sentido de conquistar parceiros – ficar e namorar – como em relação às descobertas das sensações sexuais por meio da masturbação e de carícias.

O que muda no corpo?

A primeira modificação aparente da puberdade, e que também se traduz na maior preocupação dos jovens, é o aumento do tamanho dos seios, para as meninas, e do pênis e dos testículos, para os meninos. Em seguida, ambos crescem em altura, aumentam sua estrutura muscular, alteram o tom da voz e começam a apresentar pelos nas axilas e ao redor dos órgãos sexuais. Nos rapazes surgirão ainda barba e bigode.

Outras características da puberdade que merecem toda atenção são o aparecimento de acne (as famosas espinhas) e de novos odores. Neste período, os hormônios sexuais estimulam o organismo a produzir secreções em maiores quantidades, como o suor, por exemplo. Além disso, ele passa a fabricar ácidos graxos (gordura) que favorecem a formação de uma capa lubrificante na pele e ocasiona o fechamento dos poros, podendo causar inflamação – as espinhas. Isto tudo mexe profundamente com a autoestima do jovem, podendo levar a um prejuízo silencioso na aprendizagem.
O professor pode ajudar seus alunos a lidar melhor com esta etapa, informando os porquês destas mudanças e como o cuidado com a higiene é fundamental. Mas lembrem-se: não basta só a conversa, é imprescindível que estas temáticas sejam trabalhadas por meio da metodologia participativa.
Na próxima semana trarei para vocês uma sugestão de como trabalhar o tema da puberdade em sala de aula.

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Adolescente não é aborrecente!

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| Ensino Médio, Sexualidade

Muitos professores reclamam da dificuldade em lidar com os adolescentes. Convivendo com eles há mais de 20 anos, aprendi que também podemos ver o lado positivo dessa fase, ajudando-os a enfrentar os desafios com mais confiança e aprendendo muito com  isso também!

Pensamento abstrato e genitalização

Dos 13 aos 17 anos, duas coisas maravilhosas acontecem simultaneamente: a aquisição do pensamento abstrato e a genitalização. Isto habilita o adolescente, não só a especular e abstrair, mas também a sonhar com seus objetos de desejo.
Muitas vezes, os professores dizem que os adolescentes vivem no “mundo da lua”, sonhando com tudo. Mas esse processo é fundamental.
Essa abstração de “viajar” com um caso de amor platônico, uma banda de sucesso, ou o time de futebol, funciona como uma preparação, um jogo amistoso. Na parte sexual ela é fundamental, pois é treinando mentalmente esse papel que o adolescente vai poder num futuro próximo lidar com sua sexualidade de forma mais ampla e com a perspectiva de envolvimento amoroso real.

Imagem percebida x imagem imaginada

Durante a adolescência, os meninos e meninas percebem que toda satisfação possível depende de uma fantasia, uma espécie de filme íntimo, um roteiro secreto que encadeia nossas aspirações e ideais, segundo o psicanalista Cristhian Dunker, em seu artigo, Travessia da Imagem.
Isso quer dizer que, em todas as atitudes, quem entra em ação não é a imagem percebida de si, mas a imaginada.
Tudo isso gera muita tensão, confronto com a sua imagem e dificuldade de relacionamento, que pode se tornar mais intensa e negativa quando o adolescente é interpretado de aborrecente, por exemplo.
O que ele mais precisa neste momento não é que não atribuam a ele mais uma imagem, e sim que o ajude a assumir aquela que lhe faz sentido e com a qual se identifica.

Como estabelecer um diálogo com os adolescentes?

Para conseguir levar adiante uma boa conversa, o segredo é não medir forças. O adolescente está num momento de autoafirmação, saindo da condição passiva de ser amado incondicionalmente por seus pais, para se tornar ativo, ou seja, lidar com a difícil tarefa de escolher um namorado (a), uma profissão, e que, dentro de suas escolhas consiga amar e para ser amado.
Por isso, um caminho que me foi recomendado no início da minha carreira e que costuma dar certo, é entender o que o jovem pensa a respeito de um determinado assunto e, complementar as lacunas que ficam nos conceitos por causa da imagem idealizada de si e a pouca experiência na vida.

Transformações do corpo e da mente

Neste período repleto de transformações, os adolescentes costumam se dar conta também, do principal atributo sexual que é a capacidade orgásmica, ou seja , a possibilidade de erotização e de obter prazer através do sexo.
Esta descoberta, associada aos estímulos hormonais que estão a pleno vapor, acentua o impulso sexual e favorece a iniciação sexual. A masturbação se torna cada vez mais presente, e não só na vida dos meninos, das meninas também. E, obviamente, a dúvida mais comum entre eles é: qual é o melhor momento para se ter a primeira relação sexual?
É por isso que este é um momento muito rico para se trabalhar a educação sexual. É preciso aproveitar que eles estão em grupo, numa convivência na escola, onde compartilham atos e ideias, com a crença de que tudo vai dar certo, decidindo quais valores vão respeitar e aprendendo a enfrentar os conflitos que surgem dos confrontos com opiniões diferentes das suas.
Mas um cuidado é muito importante aqui. Não exponha os alunos. Utilize dinâmicas e jogos educativos específicos que ajudem a protegê-los, explicitando o pensamento do grupo ou do personagem na situação colocada pelo jogo. Este é um jeito de todos aprenderem sem constrangimentos, inclusive o professor.
Experimentem!

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Como falar sobre sexualidade no Ensino Fundamental?

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| Sexualidade

A pergunta que nunca cala nas capacitações de professores em educação sexual é: quando devemos começar a falar de sexualidade com os alunos?
Acho que não existe uma idade determinada para se falar de sexo, mas é visível que, quando os alunos estão entrando na puberdade, começam a se interessar mais pelo assunto.
Como os hormônios entram em ação, meninos e meninas ficam inseguros e curiosos para saber o que está acontecendo ou vai acontecer com o corpo deles.

O corpo muda

Em geral, as meninas querem saber sobre o desenvolvimento dos seios: quando vão menstruar? Quando os seios vão crescer (ou parar de crescer)?
Já os meninos, guardam a sete chaves a curiosidade sobre o crescimento do pênis e a primeira ejaculação. Muitos deles acreditam que ela está ligada à masturbação – e que, quanto mais se masturbarem, mais cedo irão ejacular. O que não é verdade.
Muitos ficam preocupados em se livrar das espinhas, ou de chegar perto das pessoas com novos odores que os deixam sem graça. As meninas ficam preocupadas com a pele, e os meninos, com o famoso chulé.
Mas as mudanças físicas não param aí. Alguns ficam desconfortáveis com seu novo tamanho – sejam muito altos, ou muito baixos, e outros ainda têm vergonha em lidar com o aparecimento ou não, dos pelos, e o medo de ser ridicularizado pelos colegas se sua voz afinar durante a apresentação do trabalho.

A mente muda

Como se tudo isso não bastasse, as mudanças ocorrem também nos sentimentos, na forma de ver a vida, no seu estado emocional e no interesse afetivo e sexual pelas pessoas.
Até os 14 anos, aproximadamente, o chamado “melhor amigo” é fundamental na vida dos adolescentes e isto pode gerar um momento de indefinição, onde muitos deles confundem admiração com tesão.
Em posts futuros falaremos mais sobre como abordar a homossexualidade na escola.

Como ajudar?

Um bom jeito de tratar a sexualidade na escola é determinar um momento semanal, ou mesmo mensal, com um profissional capacitado para atender as dúvidas da turma utilizando dinâmicas de grupo e jogos educativos.
No entanto, se isso ainda não é possível na sua escola, você pode aproveitar situações que surjam na sala de aula ou mesmo nos conteúdos de sua disciplina para abrir este espaço e fazer uma roda de conversa, buscando saber o que os jovens pensam e sabem sobre o tema e complementar as informações.
Mas fique atento. É muito importante que os temas estejam de acordo com o interesse e a capacidade cognitiva de cada faixa etária.
Em meio a tantas dúvidas, o que estes alunos não podem é ficar sem atenção. Este é um período bastante tumultuado para eles, e é fundamental ajudá-los a passar por essa fase com clareza e segurança.
Conte pra gente como você lida com isso na sua escola também.
Um beijo e até a próxima semana!

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Cachorro: a invenção mais estranha da humanidade

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Alexandre Versignassi 19 de maio de 2013



Um cachorro é algo tão artificial quanto um smartphone, ainda que mais esperto. É um ser que nós inventamos, à nossa imagem e semelhança.
A história do Adão canino começou no fim da última Era Glacial, 15 mil anos atrás. Era uma época em que a humanidade dava início a uma vida nova. Depois de passar mais de 100 mil anos vagando por todo canto, em busca de animais para caçar e vegetais para catar, aprendeu a plantar. Começava a agricultura. Agora os homens se juntavam em vilas.
Eram as primeiras cidades do mundo. E, como toda cidade do mundo, elas eram rodeadas por lixo: restos de comida, frutas podres, ossos… Mas o que a gente via como dejeto era almoço grátis para vários bichos. Entre os ratos e baratas que se aproveitavam dos restos estavam os lobos – que até hoje frequentam lixões, tanto que os fotógrafos de natureza selvagem vão a esses lugares quando querem conseguir imagens dos animais (tirando os detritos do enquadramento, claro).
Só que o lobo tende a fugir quando pessoas se aproximam. Um comportamento antissocial que não ajuda. Desse jeito, o bicho não conseguia ficar muito tempo perto de uma vila para comer nossas sobras. Isso até a lógica da evolução entrar em cena.
Os poucos lobos que nasciam sem ter medo de gente começaram a se alimentar melhor, já que não fugiam toda hora. Quem come melhor fica mais saudável, vive mais e faz mais sexo. Quem faz mais sexo deixa mais descendentes, passa seus genes para a frente. De carona, vão as características que fizeram o animal ter mais sucesso que os outros. No caso dos lobos comedores de lixo, a característica mais vital era uma só: não ter medo de gente.
Com o tempo (pouco tempo), já havia duas classes de lobos: os totalmente selvagens e os que viviam perto de pessoas, e que ficaram dependentes das aglomerações humanas para sobreviver. Além de ficarem mais amigáveis, esses bichos foram ganhando uma aparência bem distinta da dos lobos. Os lobos têm corpo forte e cérebro grande. São duas coisas essenciais para um predador que come búfalos e prepara estratégias de caça em grupo, mas uma bagagem inútil para um bicho que se profissionalizou em comer restos. Corpo e cérebro grandes eram desvantagem para ele, já que exigem bastante energia para funcionar. Muita energia significa muita comida. E quem precisava de muito mais que os outros para viver acabava morto de fome. Osso, afinal, é bem menos nutritivo que filé de bisão. Quem levou mais vantagem, então, foram os mais mirrados e de cérebro menor. Ou seja: o Adão dos cachorros era um lobo burro, fraco, catador de lixo e, acima de tudo, enganador.
É que esse novo bicho passou a se aproveitar de uma fraqueza nossa: adorar filhotes. Qualquer filhote de mamífero parece agradável para nós. Até os morcegos nenéns são fofos. Os olhos grandes e os traços delicados dos recém-nascidos de outras espécies nos fazem identificar neles as características dos nossos bebês. Afinal, todos nós, mamíferos, temos um único tataravô, um ancestral comum parecido com um rato que viveu há 60 milhões de anos. Já que somos praticamente irmãos de qualquer coisa que dê de mamar, gostamos naturalmente dos filhotes deles.
E eles de nós também. Se você pegar para criar um filhote de leão, de urso ou de lobo, ele vai ser uma graça no início da vida; tão brincalhão e inofensivo quanto uma criança humana. Por isso mesmo muita gente cria filhotes de animais selvagens como bicho de estimação. O problema é quando ele virar bicho grande: sempre vai parecer (e ser) algo ameaçador. Você não vai querer um leão adulto no seu apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando você chegar. Nem ele vai querer estar lá.
Mas aqueles lobos amigáveis queriam. Então aconteceu com eles uma coisa inédita no mundo animal. Os que tiveram mais sucesso – os mais bem alimentados, mais sexualmente ativos e com mais decendentes – foram os que continuaram com jeitão de filhote mesmo depois de adultos.

Natural: eram esses Peter Pans do mundo lupino os que mais agradavam os humanos. Mantendo a aparência infantil pela vida toda, eles garantiram a própria sobrevivência enganando nossos instintos.  E suprimindo os deles: essa nova espécie, que 15 mil anos depois ganharia o nome de Canis familiaris, se separou totalmente do Canis lupus (o lobo propriamente dito). Desaprendeu a caçar para comer e se especializou em ganhar a comida de seres humanos. Em vez de formar matilhas, preferiu virar membro das nossas famílias. Desenvolveu o latido para chamar nossa atenção. E os instintos que sobraram foram os que parecem mais agradáveis para a gente. Por exemplo: sabe quando o cachorro vai lamber a cara do dono? É porque as lobas regurgitam comida para seus filhotes. Os cachorros não comem da boca de suas mães, mas mantiveram esse traço de comportamento selvagem-infantil com os humanos, já que para nós a coisa parece uma tentativa de beijo – não de comer vômito. Bom, na verdade sobraram mais instintos de lobo. Para caçar, por exemplo, o lobo combina várias habilidades inatas, que estão escritas em seus genes: procurar a presa, cercá-la, matar e trazer carne para o resto da matilha. Cada uma é um instinto independente. E todos precisam estar em sintonia para a caçada dar certo. Mas os cães não precisam caçar. Eles conseguem sua comida com as pessoas. Então alguns dos genes que eles herdaram dos lobos acabaram desligados. É por isso que alguns cães adoram perseguir e intimidar outros animais, por exemplo, mas não têm o instinto de matá-los. Isso também explica o comportamento daqueles cachorros que ficam correndo atrás de carro – e que não sabem o que fazer quando o carro para.
À primeira vista, essas crises de identidade podem parecer inúteis. Mas aprendemos a usá-las a nosso favor. Primeiro na caça: nada mais eficiente para o homem pré-histórico que sair para caçar com um bicho que sabe perseguir presas como se fosse um lobo, mas que, em vez de comê-las, só “traz a carne de volta para a matilha” – no caso, para os homens.
Por volta de 9000 a.C. surgiria aquela que provavelmente é a maior revolução na história da economia mundial até hoje: a criação de gado – que permitiu o acesso a quantidades antes inimagináveis de comida. E os instintos tortos dos cachorros foram fundamentais nesse mundo novo. Os que tinham mais jeito para cercar presas foram usados para conduzir rebanhos. Os mais agressivos eram ensinados a proteger as ovelhas e bois como se fossem sua própria matilha, defendendo-os inclusive de lobos.
A partir daí, essas habilidades viraram o grande critério de seleção entre os cães – os que mais se davam bem entre as pessoas eram os que trabalhavam melhor em suas áreas. Com mais comida e abrigo que os outros, esses eram os que passavam seus genes adiante com mais facilidade. Depois o homem acelerou o processo por conta própria, colocando os indivíduos mais eficientes (ou mais elegantes ou mais fofos) para se reproduzir entre si. Isso dividiu a espécie dos cães em tipos bem distintos, coisa que hoje chamamos de “raça”. Na Roma antiga, já havia raças de cães de guarda, de pastores, de cachorrinhos de colo… E o bicho deixava definitivamente de ser mais um animal para virar um membro oficial da humanidade.
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Crédito da foto do pug: DodosD, Creative Commons 
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